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Alunos com deficiência auditiva visitam o Prefeito

09/06/2011 por admin

No dia 30/05/11 estiveram na Prefeitura Municipal  os alunos da sala de alfabetização (Deficientes Auditivos ) da Escola Municipal de Ensino Supletivo onde foram recepcionados pelo Prefeito João Cury Neto para conhecerem as dependências do gabinete e um pouco de seu trabalho.

Acompanhando os alunos compareceram a professora da sala de aula Patrícia Mazzieiro , o intérprete de libras Manolo Rodrigues Torres , a coordenadora Pedagógica Daniela Thomé   e a Coordenadora Técnica Nilza Cassemiro Micheleto.

Ao final da visita os alunos foram presenteados com uma dedicatória do Prefeito no livro de fotos de Botucatu do fotógrafo Marcelino Dias.

Fotos:
http://www.educatu.com.br/portal/index.php/home/109-alunos-deficientes-auditivos-visitam-o-prefeito.html

Lady Gaga quer aprender linguagem dos sinais

09/06/2011 por admin

Getty Images / Rick Diamond
Lady Gaga

Lady Gaga quer se tornar uma pessoa melhor. De acordo com o site "The Sun", a cantora pretende contratar um professor particular para aprender a linguagem dos sinais. A vontade veio depois que Gaga assistiu, no YouTube, a um vídeo em que deficientes auditivos aparecem cantando as suas músicas.

"Gaga já lutou pelo direito dos gays nos Estados Unidos e falou de problemas políticos como a imigração. Desta vez, ela quer que os seus fãs com algum tipo de deficiência se sintam incluídos também", disse uma fonte à publicação.

Fonte:
http://www.tecontei.com.br/noticias/noticia/113220/depois-de-ver-video-de-deficientes-auditivos-lady-gaga-quer-aprender-linguagem-dos-sinais.html

Mercado de trabalho para pessoas com deficiência encolhe 12% em três anos e fecha quase 43 mil vagas

03/06/2011 por admin

O mercado de trabalho para pessoas com deficiência no Brasil encolheu 12% nos últimos três anos. Nesse período, 42,8 mil vagas foram fechadas nas empresas do país. Esses números constam das estatí sticas do cadastro da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho e Emprego.

A revelação da redução dos postos de trabalho para pessoas com deficiência é ainda mais alarmante quando se compara o número de vagas criadas em geral no país neste período: 6,5 milhões de vagas com carteira assinada. Ou seja, além de não ter criado novas vagas proporcionalmente a esse número, as empresas ainda fecharam os postos que tinham em 2007 para pessoas com deficiência.

"Apesar das leis obrigarem a contratação de pessoas com deficiência por empresas com mais de 100 funcionários, a fiscalização e a cobrança pelo cumprimento das leis deixam muito a desejar", afirma Márcio Aguiar, vice-presidente da Associação dos Deficientes Visuais do Estado do Rio de Janeiro (Adverj).

Márcio Aguiar lembra que a lei que criou as cotas para as pessoas com deficiência no mercado de trabalho completa, em 2011, 20 anos e, mesmo assim, ainda é descumprida. "Infelizmente os TACs (Termos de Ajuste de Conduta) acabam, de certa forma, punindo quem está do lado mais fraco das relações de trabalho, ou seja, as pessoas com deficiência, já que a desculpa das empresas é que não existem profissionais capacitados para assumir as vagas oferecidas" , lamenta.

A Superintendente do IBDD, Teresa Costa d'Amaral, concorda com as críticas aos não cumprimento da lei. "Toda lei é feita para ser cumprida. Vinte anos já foram suficientes para que as empresas passassem a empregar pessoas com deficiência como uma rotina", afirma Teresa d'Amaral.

Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência

e-mail: informativo@ibdd.org.br
www.ibdd.org.br

Assembleia aprova lei instituindo o uso do sistema Libras no atendimento aos deficientes…

10/05/2011 por admin

Extraído de: Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina - 3 horas atrás
O Plenário da Assembleia Legislativa aprovou Projeto de Lei nº 310/10, de autoria da deputada Ana Paula Lima (PT), que Institui a política de atenção à saúde dos portadores de deficiência auditiva, usuários da Língua Brasileira de Sinais - Líbras.

Dos Gabinetes- Projeto de Ana Paula que garante formação de profissionais da saúde p...
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Segundo o diploma legal, será assegurado aos deficientes auditivos atendimento nas instituições de saúde do Estado de Santa Catarina através da Língua Brasileira de Sinais - Líbras, bem como de outros recursos de expressão a ela associados.

Para a deputada Ana Paula, esta lei vai contribuir para melhorar a assistência à saúde do portador de deficiência auditiva. Ela proporcionará qualificação e capacitação aos profissionais que prestam serviços em saúde, estabelecendo um vínculo de confiança e, consequentemente, melhorando o serviço prestado ao cidadão. (Vitor Santos)

Fonte:
http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2679466/assembleia-aprova-lei-instituindo-o-uso-do-sistema-libras-no-atendimento-aos-deficientes-auditivos

Alunos surdos avaliam acessibilidade do prédio da Seed

05/05/2011 por admin

Alunos e professores da Escola Especial da Associação para Pais e Amigos de Surdos (APAS) visitaram nesta terça-feira (3) a Secretaria de Estado da Educação (SEED). O objetivo foi avaliar as condições de acessibilidade do prédio da Secretaria para surdos. Os visitantes foram acompanhados por representantes do Departamento de Educação Especial e Inclusão Educacional (DEEIN). O vice-governador e secretário da Educação, Flávio Arns, propôs tornar a Seed mais acessível às pessoas com deficiências.

A professora substituta de História, Geografia e Ciências da escola, Janaina Kosztrzepa, que é surda, acredita que a principal dificuldade seja a sinalização. “Mas o convite para visitar a Secretaria foi bom, o que falta aqui é um entendimento em Libras”, afirmou.

As principais dificuldades de acesso apontadas foram a sinalização. As placas indicando os departamentos foram consideradas pequenas, além de não constar nelas o que significam as siglas. Também foi sentida a falta de um mapa do prédio na entrada. Os visitantes aconselham que os alarmes auditivos, como telefones ou alarmes de incêndio, sejam adaptados para sinais visuais ou olfativos. Além disso, o ideal seria que fossem usados pictogramas juntos às palavras que estiverem em placas.

Essa não foi a primeira visita do gênero. Alunos de duas escolas de educação especial de Curitiba visitaram a Secretaria de Estado da Educação (Seed) no dia 25 de abril para avaliar as condições de acessibilidade do prédio para os deficientes intelectuais. Quatro alunos da Escola de Educação Especial Luan Muller e dois alunos da Escola de Educação Especial São Francisco de Assis conheceram a Secretaria, acompanhados por representantes do DEEIN da área intelectual. A representante da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Curitiba e professora da Escola Luan Muller, Marise Mendes Silvério, também visitou a Secretaria.

Para a professora Marise Mendes Silvério, não se deve pensar apenas na acessibilidade física, com a implementação de rampas e corrimões, mas também na formação dos funcionários para que eles possam atender de maneira adequada a todos. “O tratamento tem que ser igual para todos”, reforçou.

Os alunos também consideraram a sinalização do prédio como uma das principais dificuldades. Para eles, deveriam ser usadas cores e imagens maiores para identificar departamentos e banheiros. Também sentiram a falta de fitas antiderrapantes nos corredores e de rampas de acesso no prédio.

No dia 19 de abril, representantes da Associação de Deficientes Visuais do Paraná (Adevipar) e do Instituto Paranaense de Cegos (IPC) foram acompanhados por representantes do DEEIN em uma visita pelo prédio da Secretaria com o mesmo objetivo de apontar as dificuldades que os deficientes visuais encontram ao circular pelo prédio.

Entre as dificuldades encontradas, estão as escadas sem corrimão, os corredores ocupados por objetos, as portas estreitas, os buracos em torno do prédio e as ruas próximas à Secretaria.

O representante da Adevipar, Leomir Barbosa Pinto, elogiou a iniciativa. “É um marco inicial que deve ser expandido para todas as secretarias”, afirma. Para os visitantes, adequar a Secretaria vai facilitar a vida de todos, não só a dos deficientes visuais.

Representantes de associações e de instituições de deficientes do Paraná são convidados a visitar a Secretaria para avaliar o acesso ao prédio. A primeira visita aconteceu no dia 5 de abril. Nesse dia, o presidente da Associação de Deficientes Físicos do Paraná (ADFP), Mauro Nardine, avaliou a acessibilidade do prédio da Secretaria para cadeirantes. Depois de todas as visitas acontecerem, será feita uma reunião com todos os representantes para que apresentem as demandas, assim a Secretaria fará projetos de melhorias. A reunião está prevista para o dia 10 de maio.

Fonte:
http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/diaadia/diadia/modules/noticias/article.php?storyid=2292

MOVIMENTO SURDO EM FAVOR DA EDUCAÇÃO E DA CULTURA SURDA

01/05/2011 por admin

CIDADANIA: Identificação visual para veículos conduzidos por deficientes auditivos

30/03/2011 por admin

Nada é mais danoso para um país do que o descumprimento de suas leis e, consequentemente, o desrespeito de seus cidadãos em relação àqueles que sejam portadores de algum tipo de necessidade especial.

Embora muitos sequer saibam, desde janeiro de 1991 a Lei Federal 8.160 obriga que o “Símbolo Internacional de Surdez” esteja visível em todos os locais que possibilitem acesso, circulação e utilização de pessoas portadoras de deficiência auditiva, além dos serviços que forem postos à sua disposição ou que possibilitem o seu uso.

E, como estamos falando de Brasil, a lei, assim como tantas outras, é descaradamente descumprida não só pelos órgãos responsáveis assim como por muitos condutores.

Mais informações:
http://carplace.virgula.uol.com.br/cidadania-identificacao-visual-para-veiculos-conduzidos-por-deficientes-auditivos/

Apadai: “Surdo-Mudo é uma expressão errada para denominar deficiente auditivo”

24/02/2011 por admin

Dia 23 de fevereiro é a data escolhida para celebrar o dia do surdo-mudo. Para a Apadai – Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos de Itu essa denominação não existe. “O surdo é aquele que possui a deficiência na audição, porém emite sons, não sendo obrigatoriamente mudo. Essa ideia deve ser apagada”, afirma a coordenadora da associação, Marisol Bergamo.

A comunicação feita pelo surdo é feita de forma gestual e visual. “O trabalho desenvolvido na Apadai estimula essa comunicação e tem o papel de ser social, de incluir esses alunos na sociedade e no mercado de trabalho”, explica Marisol.A associação abriga atualmente 40 alunos, oferecendo a eles aulas de artesanato, pintura em tecido, informática, além de Libras – Língua Brasileira de Sinais.

“Nos dias de hoje é fundamental saber se comunicar com os surdos e a Libras surge nesse intuito. Esse é um mercado promissor e muito rentável”, diz Marisol, que além de coordenadora possui o título de Pedagoga Habilitada em Deficientes da Áudio Comunicação e Intérprete de Libras. “O trabalho de intérprete é muito importante. Muitas vezes fazemos companhia a deficientes em audiências e consultas médicas, por exemplo, para auxiliar essa comunicação, mas se as próprias empresas e hospitais tivessem profissionais capacitados em Libras, nosso trabalho seria menos exaustivo”, diz.

Através da Língua Brasileira de Sinais, Caian Clasen Massarani, 19 anos, - surdo desde seu nascimento, consegue se comunicar com seus pais e suas irmãs. “O problema dele foi descoberto logo no início e a comunicação dele foi desenvolvida desde então. Ele está no 1º colegial e consegue se comunicar com outras pessoas através dos gestos e até pela emissão de algumas palavras”, afirma a avó do jovem, Ely Clasen, que não aprendeu ainda a Libras e escreve frases em papel para se comunicar com o neto.

Através do curso de Informática oferecido na Apadai, Caian está desenvolvendo habilidade para desenhar, através do acessório Paint, do Windows. O jovem já conheceu o desenhista Maurício de Souza e seus desenhos agradaram o “pai” da Turma da Mônica. “O Caian desenha muito bem e essa habilidade poderá incluí-lo no mercado de trabalho”, afirma Marisol, pedindo aqueles que possuem deficiência auditiva, que enviem seus currículos para serem encaminhados para empresas. A associação desenvolve os projetos “Navegar”, de inclusão no mercado de trabalho e o “Eu Danço”, com aulas de dança.

A Apadai oferece curso da Língua Brasileira de Sinais para profissionais da área de Educação, além de pessoas simplesmente interessadas em adquirir conhecimento nessa forma de comunicação. Zenilda Custódio, voluntária da Apadai, é mãe de um garoto surdo de 19 anos e integrará a próxima turma do curso oferecido pela associação. “Meu filho tem essa deficiência desde que nasceu, mas veio aprender a língua de sinais somente agora na adolescência. Sempre tentamos nos comunicar da melhor maneira, mas agora vejo a necessidade de saber mais”, disse à reportagem.

Empresas da cidade ajudam a associação através de doações mensais. “Agradecemos essa ajuda, mas precisamos de mais voluntários seja na doação em dinheiro ou em trabalho”, finaliza Marisol. As aulas na Apadai terão início nesta sexta-feira. A associação funciona na Rua dos Andradas, 577, Centro. Mais informações podem ser obtidas através do telefone 11 4013-1470.

Dia do Surdo

Para a Comunidade Surda Brasileira, o dia 26 de setembro é o Dia Nacional do Surdo, data em que são relembradas as lutas históricas por melhores condições de vida, trabalho, educação, saúde, dignidade e cidadania. A Federação Mundial dos Surdos já celebra o Dia do Surdo internacionalmente a cada 30 de setembro.

No Brasil, o dia 26 de setembro é celebrado devido ao fato desta data lembrar a inauguração da primeira escola para Surdos no país em 1857, com o nome de Instituto Nacional de Surdos Mudos do Rio de Janeiro, atual INES-Instituto Nacional de Educação de Surdos.
Fica proibida a reprodução total ou parcial das reportagens do site sem autorizaçao prévia do editor.

Fonte:
http://jornalperiscopio.com.br/ler_materia.php?id=8566

O discurso dos surdos.

23/02/2011 por admin

Na luta pela inclusão eles venceram.

TERRA MAGAZINE

Eles não sabem o que é a música da chuva no telhado, nunca adormeceram embalados por ela. Nunca ouviram, na hora da fome, o chiado do bife na frigideira. Desconhecem o latido do cachorro, o miado do gato, a buzina do carro, a voz das pessoas. É que eles não ouvem os sons cotidianos e triviais que os outros ouvem, nem mesmo aquilo que os outros falam. Por isso, muitas vezes, são discriminados e excluídos.

Na luta pela inclusão, eles conquistam, agora, o diploma de professor conferido pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em solenidade realizada nessa segunda-feira, 21 de fevereiro, em Manaus. É a primeira vez, na América Latina, que uma universidade oferece um curso prioritariamente a alunos surdos. A Licenciatura em Letras-Libras, organizada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), é ministrada para 500 alunos em parceria com oito instituições públicas de ensino superior do Ceará, Bahia, Brasília, Santa Maria (RS), Goiás, São Paulo e Amazonas.

Na UFAM, em Manaus, as aulas iniciaram no final de 2006, com 55 alunos aprovados no vestibular. Quatro anos depois, só a metade concluiu: são 27 formandos, dos quais 19 surdos e 8 ouvintes. A outra metade ficou no meio do caminho. Te convido, leitor (a) a assistir a formatura deles, imaginando o que vai acontecer nessa segunda-feira no auditório Joaquim Eulálio.

Na mesa, a reitora da UFAM, Márcia Perales, que preside a cerimônia, anuncia dentro de instantes o orador da turma, Sílvio Márcio Alencar. Ele esperou 41 anos por esse dia, por essa hora. Levanta-se e caminha ao microfone. Ao microfone? Não. Suas mãos não precisam disso. Ele vai romper o silêncio, fazendo um discurso em sua língua materna, a Libras – Língua Brasileira de Sinais – reconhecida oficialmente no Brasil desde 2005. Haverá tradução simultânea dessa língua visual-espacial para o português oral-auditivo.

Naquela fração de segundos entre o anúncio de seu nome e o início do discurso, um filme em flash back registrará, provavelmente, as histórias que Silvio e seus colegas viveram, ao longo da vida, condensadas ali, naquele instante em que derrotam a discriminação, o preconceito, a exclusão numa luta contra uma deficiência invisível com a qual a sociedade não está preparada para conviver.

A voz das mãos

Eles lembrarão situações em casa, no trabalho, na fila do banco, nas relações sociais, o calvário, algumas vezes, dos aniversários em família, onde nem sempre é possível rir das piadas contadas pelo tio bigodudo ou pela tia com dentadura, porque bigodes e próteses dentárias atrapalham a leitura labial. De repente, todo mundo ri. Eles, então, ou fingem que entenderam e forçam o riso, ou procuram se inteirar da piada, mas às vezes os familiares, sem paciência para explicar, demonstram irritação. É quando, quietos e silenciosos, ficam isolados num canto, mergulhados na solidão.

O orador, antes de começar seu discurso na solenidade de formatura, olha o auditório e se pergunta em quantas famílias ali presentes existem ouvintes que aprenderam a língua de sinais para se comunicar com eles. Ali, entre seus colegas, quase todos poderão registrar a dificuldade de amigos e parentes em lidar com a surdez, o que gera irritação e frustração dos dois lados pela dificuldade em manter um diálogo.

A comunicação entre ouvintes e surdos se faz, em geral, através de sinais caseiros improvisados e, sobretudo da língua falada, com os sons articulados pausadamente para facilitar a leitura labial. Mas tem sempre o namorado de uma prima, que nunca teve contato com um surdo, e que fala gritando, pensando que assim será ouvido. Diante do olhar de paisagem, acha que seu interlocutor é deficiente mental. Os surdos gostam de contar piadas gozando essas pessoas que não entendem o que é a cultura surda.

Mas as relações não são apenas de incompreensão e discriminação. O orador e seus colegas lembrarão, ainda, o outro lado da moeda: o amor e a solidariedade de mães, pais, irmãos que conseguem se colocar na pele deles, que nem a vovó na novena, às terças-feiras, indicando-lhe discretamente que o hino cantado nesse momento pelos fiéis é o “Virgem mãe Apareciiiii-ida” e não o “Viva Mãe de Deus e nó-ossa”, salvando-lhe de pagar um mico.

Dos preconceitos, todo mundo ali, no auditório, aprendeu a se defender e a administrar situações embaraçosas, criando estratégias para sobreviver dentro de uma cultura sonora. Certa cadela de estimação chamada Daiana e certo gato de nome Leon aprenderam a Língua de Sinais. Daiana balança o rabo, feliz, diante da sinalização de “passeio” ou “fazer xixi”. Leon ronrona com o sinal de “comer”. Quem ensina libras pra cachorros e gatos, certamente terá sucesso com seres humanos. É o que eles, professores diplomados de Libras, vão fazer.

Ensinando Libras

Vamos ouvir o discurso do orador. Ele está dizendo, agora, que o diploma que os 27 professores receberão foi conquistado com esforço e dedicação, num curso muito puxado, organizado com o objetivo de possibilitar o domínio em Libras e de privilegiar as formas de ensinar e aprender dos surdos. Esses professores licenciados vão se inserir no mercado de trabalho, ensinando o curso básico de Libras para alunos, tanto surdos como ouvintes, mas contribuirão também na formação de fonoaudiólogos e professores universitários.

A Licenciatura em Letras-Libras criou um ambiente virtual de aprendizagem, com as ferramentas necessárias para disponibilizar os conteúdos em Língua de Sinais, como o “hiperlivro”, que coloca textos em Libras nas mãos de alunos de todo o país, além de recursos de videoconferência, DVD-Vídeo, material impresso, usando a modalidade do ensino à distância.

O orador certamente agradecerá à coordenadora do curso na UFAM, Nídia Sá, e às professoras da UFSC Roseli Zen, Ronice Muller e Heloísa Barbosa, responsáveis pela elaboração do projeto pedagógico do curso e de seu currículo, que funciona integralmente na Língua Brasileira de Sinais. Essa é uma forma de garantir que o aluno surdo construa seu processo de aprendizagem, sem necessariamente depender do domínio da Língua Portuguesa, permitindo o acesso ao conhecimento em sua própria língua e, em consequência, o exercício à cidadania

Não sei se o orador vai dizer, mas eu digo: nesses quatro anos de duração do curso surgiram muitos problemas. A troca de tutores cuja função é tirar as dúvidas dos alunos e corrigir provas, a falta de entrosamento com outros alunos de outros cursos da UFAM, uma vez que as aulas ocorreram sempre aos sábados. De qualquer forma, o orador e seus colegas reconhecem os momentos de aprendizagem, de descontração e de alegria e demonstram contentamento por concluir um curso superior em sua língua materna.

Depois do histórico do curso, o orador fará uma homenagem a Tatiana Monteiro, a primeira surda aprovada no concurso para professor da UFAM. Registrará, talvez, um dado triste: essa é a única turma formada no Amazonas, porque a UFAM se retira do projeto e não abrirá outras turmas para surdos, frustrando uma grande demanda no mundo dos surdos e dos ouvintes.

P.S.: Na quarta-feira, dia 23, às 19 horas, o professor da UFAM, Sérgio Freire de Souza vai lançar o seu livro Amazonês – Expressões e Termos Usados no Amazonas na Saraiva MegaStore. O livro, que registra nosso jeitão de falar, é uma contribuição sociolinguística para a compreensão da identidade amazônica.

O professor José Ribamar Bessa Freire coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ), pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO).

Fonte: http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=8&idnot=42760

Manual ajuda médico a se comunicar com paciente surdo

17/02/2011 por admin

Dor de cabeça pode ser enxaqueca. Mas pode ser problema de vista ou dentário.

Máscara, medicamento, comprimido e microscópio, representados em gestos da
língua brasileira de sinais

Se a queixa é de um surdo, a comunicação com o médico é complicada e o
diagnóstico pode ser menos preciso.

O guia "Saúde em Libras" (Áurea, R$ 60), escrito pela dentista Claudia Barbosa
Pereira e a radialista Andréa Iguma, pretende facilitar esse atendimento. "Não
sabemos o que os surdos sabem sobre saúde", diz a dentista. "Ouvimos muito sobre
doenças e cuidados; eles não", acrescenta Iguma.

O livro é todo ilustrado. Estão lá os principais gestos da linguagem de sinais.
A primeira parte, básica, mostra o alfabeto e as saudações.

Nas páginas seguintes há representações de doenças e de procedimentos médicos.

CFSP
http://www.jornalfloripa.com.br/CienciaeVida/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=138

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